Caixa está em greve: veja como ficam as agências e o atendimento nesta semana

Decisão do TST determina manutenção de pelo menos 60% dos funcionários em atividade; paralisação continua e clientes devem priorizar canais digitais

Quem precisa de atendimento da Caixa Econômica Federal nesta semana deve ficar atento. A greve nacional dos empregados do banco continua, mas uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de pelo menos 60% dos funcionários em atividade por agência.
Com isso, as unidades passam a funcionar parcialmente, mas isso não significa que todos os serviços presenciais estarão disponíveis normalmente.
A greve começou no dia 10 de setembro e, até esta segunda-feira (28), ainda não havia uma solução definitiva para o impasse.
A decisão do TST estabelece que o percentual mínimo de trabalhadores poderá ser cumprido de forma presencial ou remota. Os sindicatos que descumprirem a determinação estão sujeitos a multa diária de R$ 100 mil.
O que funciona durante a greve?
Mesmo com as limitações no atendimento presencial, os clientes continuam tendo acesso a diferentes canais da Caixa.
Entre as alternativas estão aplicativo da Caixa, Caixa Tem, internet banking, caixas eletrônicos, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e Banco24Horas.
Também permanecem disponíveis canais específicos relacionados a cartões, habitação e FGTS, além do WhatsApp Caixa e do Alô Caixa.
A orientação é utilizar essas alternativas sempre que possível e verificar a disponibilidade do serviço antes de sair de casa para procurar uma agência.
Pagamentos de benefícios sociais e serviços relacionados ao FGTS continuam sendo realizados pelos canais disponíveis, segundo as informações divulgadas pelo banco.
Por que os funcionários da Caixa estão em greve?
A paralisação começou após um impasse nas negociações para renovação do acordo coletivo dos empregados.
Um dos principais pontos de divergência envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.
Depois de rodadas de negociação sem acordo, a questão chegou ao Tribunal Superior do Trabalho por meio de dissídio coletivo. Uma tentativa de mediação realizada em 23 de setembro também terminou sem consenso.
A Caixa chegou a solicitar ao TST que 80% dos funcionários permanecessem trabalhando durante a paralisação. O ministro Maurício Godinho Delgado atendeu parcialmente ao pedido e estabeleceu o mínimo de 60%.
A decisão buscou preservar serviços considerados importantes para a população, como pagamento de benefícios sociais e administração do FGTS, sem impedir o exercício do direito de greve.
Greve pode ter definição nesta terça-feira
Uma decisão importante sobre o futuro da paralisação está prevista para terça-feira (29).
O TST deverá analisar o dissídio coletivo em sessão marcada para as 14h30. O julgamento poderá definir os próximos passos das negociações e as condições relacionadas ao conflito entre a Caixa e seus empregados.
Até que haja uma nova decisão, permanece válida a determinação de funcionamento mínimo.
Para quem precisa resolver alguma situação presencialmente, a recomendação é consultar previamente o funcionamento da agência e, sempre que possível, utilizar os canais digitais e de autoatendimento.
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