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Influencer do “grau” é alvo da Polícia Civil após movimentar R$ 928 mil com plataformas de apostas em MT

Foto do escritor: Gutemberg Araújo
Gutemberg Araújo
há 41 minutos
2 min de leitura
Pam do Grau Tigrinho
Pam do Grau Tigrinho

A influenciadora digital Pamela Cristiane da Silva, de 30 anos, conhecida como “Pam do Grau”, é investigada pela Polícia Civil de Mato Grosso por suspeita de envolvimento na divulgação de plataformas clandestinas de jogos de azar, entre elas o chamado “Jogo do Tigrinho”.

Moradora de Nova Mutum, a influenciadora teria movimentado R$ 928 mil em sua conta bancária entre junho de 2025 e abril de 2026. Segundo a investigação, o valor chama atenção porque Pamela teria declarado uma renda mensal de apenas R$ 901 e não possuiria vínculo formal de emprego.


A investigação faz parte da Operação Jogo Duplo, deflagrada na terça-feira (8) pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum.


Influenciadora tinha cerca de 120 mil seguidores


Pam do Grau ganhou notoriedade nas redes sociais publicando vídeos relacionados a motocicletas e manobras. O perfil, que reúne aproximadamente 120 mil seguidores, também era utilizado, segundo a Polícia Civil, para divulgar links de plataformas de apostas.

Conforme as investigações, a influenciadora utilizaria um link diferente daquele disponibilizado aos usuários comuns. Por meio dessa versão, ela apareceria obtendo ganhos com frequência e divulgaria os resultados aos seguidores.

A suspeita é de que esse tipo de conteúdo fosse utilizado para estimular outras pessoas a apostar, criando a expectativa de ganhos fáceis.


Polícia investiga possíveis vítimas


De acordo com a Polícia Civil, usuários das plataformas teriam relatado dificuldades para retirar valores que apareciam como ganhos nos sistemas.

O delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pela investigação, afirmou que uma das empresas divulgadas pela investigada já teria sido citada em 355 boletins de ocorrência por estelionato em diferentes estados brasileiros.

Ainda segundo a investigação, algumas plataformas permaneciam funcionando por apenas dois ou três meses antes de desaparecer. Depois, novos sites e links eram divulgados nas redes sociais.


Justiça determina bloqueio de mais de R$ 642 mil


Durante a operação, a Justiça autorizou medidas contra a investigada, incluindo busca e apreensão, monitoramento por tornozeleira eletrônica e suspensão do perfil da influenciadora no Instagram.

Também foram autorizados o acesso aos dados dos aparelhos apreendidos, a análise das informações fiscais da investigada entre 2023 e 2026, o sequestro de veículos e o bloqueio de R$ 642.845,45.


A Polícia Civil apreendeu diversos bens, entre eles um jet ski, duas motonetas elétricas, quatro motocicletas, uma câmera, dois celulares e um drone.

Também foram recolhidos um Volkswagen Jetta 2.0, uma carretinha e um reboque para jet ski.


Investigação continua


A Polícia Civil continua as investigações para identificar outras pessoas que possam estar envolvidas no esquema e acompanhar o caminho do dinheiro movimentado pelas plataformas.


A operação apura suspeitas de exploração de jogo de azar, associação criminosa, lavagem de dinheiro e obtenção de vantagem ilícita por meio de publicidade enganosa e promessa de enriquecimento fácil.

As acusações ainda estão sob investigação e deverão ser esclarecidas no decorrer do processo.


A Polícia Civil orienta moradores de Nova Mutum que tenham perdido dinheiro nas plataformas divulgadas pela influenciadora a procurar a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) para registrar a ocorrência.


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