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Polícia impede execução de homem por facção em Cáceres; adolescentes de 12 e 13 anos estão entre os detidos

Foto do escritor: Gutemberg Araújo
Gutemberg Araújo
há 1 hora
2 min de leitura

Uma ação rápida da Polícia Militar impediu uma possível execução ligada a uma facção criminosa em Cáceres, na região oeste de Mato Grosso, nesta sexta-feira (30). Um homem de 29 anos foi encontrado com as mãos e os pés amarrados dentro de uma residência no bairro Vila Nova. Quatro suspeitos foram detidos, entre eles duas adolescentes de apenas 12 e 13 anos.


A ocorrência foi registrada durante a Operação Território Livre, após policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar receberem uma denúncia de que integrantes de uma organização criminosa estariam preparando a execução de um homem.

Segundo as informações divulgadas, a vítima estaria sendo submetida a um possível “tribunal do crime”, expressão utilizada para descrever julgamentos clandestinos realizados por facções criminosas, nos quais integrantes dessas organizações decidem punições contra pessoas acusadas de desrespeitar suas regras.


Diante da gravidade da denúncia, equipes da Força Tática e outras guarnições da Polícia Militar foram mobilizadas para localizar o imóvel e impedir que o homem fosse morto.

A residência foi encontrada nas proximidades da Escola Tancredo Neves, no bairro Vila Nova, em Cáceres.

Durante a ação, os militares cercaram o imóvel e conseguiram abordar três suspeitos. Um quarto envolvido tentou fugir pulando muros de residências próximas, mas acabou sendo alcançado pelos policiais.

Ao entrarem na casa, os militares encontraram um homem de 29 anos imobilizado com cordas e um cinto, com as mãos e os pés amarrados.

A vítima foi imediatamente libertada e retirada do imóvel.


As circunstâncias encontradas reforçaram a suspeita de que o homem estivesse sendo mantido em cárcere privado enquanto aguardava uma possível decisão de integrantes da organização criminosa.


Outro detalhe que chamou a atenção dos policiais foi a apreensão de um aparelho celular que, segundo a Polícia Militar, poderia ter sido utilizado para manter contato com criminosos presos.


O telefone, um Redmi preto com a tela danificada, teria sido utilizado em chamadas de vídeo com pessoas supostamente ligadas à facção que estariam dentro do sistema penitenciário.


A suspeita é de que integrantes da organização criminosa estivessem acompanhando ou participando da ação mesmo estando presos. Essa possível ligação, entretanto, ainda depende de confirmação durante as investigações.


Entre os quatro envolvidos detidos estão dois homens, de 21 e 27 anos, e duas adolescentes, de 12 e 13 anos.



Os adultos foram conduzidos à delegacia, enquanto as adolescentes foram apreendidas para os procedimentos previstos na legislação.

A vítima também foi encaminhada para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

A ocorrência foi registrada com suspeitas de sequestro e cárcere privado, corrupção de menores e envolvimento com organização criminosa.


A Polícia Civil deverá investigar quem teria determinado a retenção do homem, qual seria a motivação do suposto tribunal do crime e se houve participação de integrantes da facção que estão dentro de unidades prisionais.


A intervenção policial impediu que a situação tivesse um desfecho potencialmente fatal, conforme a suspeita apresentada na denúncia que motivou a operação.


O caso segue sob investigação, e a participação individual dos envolvidos ainda deverá ser esclarecida pelas autoridades.





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