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Veja quem é o tesoureiro do Comando Vermelho condenado a mais de 51 anos de prisão em Mato Grosso

Foto do escritor: Gutemberg Araújo
Gutemberg Araújo
há 34 minutos
2 min de leitura

Apontado como um dos responsáveis pelas finanças do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, um homem que já estava preso em uma área de segurança máxima teve suas penas unificadas pela Justiça, chegando a quase 52 anos de prisão. Além da condenação, ele também é alvo de suspeitas de que teria continuado dando ordens a integrantes da facção mesmo dentro da penitenciária.


O homem é Paulo Witer Farias Paelo, conhecido pelo apelido de “WT”, apontado pelas autoridades como tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso.


A decisão foi tomada pela juíza Caroline Schneider Guanaes Simões, da Segunda Vara Criminal de Cuiabá, responsável pela execução penal.

Com a unificação das condenações, WT passou a acumular uma pena total de 51 anos, 11 meses e 21 dias de prisão.

Antes da nova decisão, ele já possuía condenações que somavam 39 anos, 9 meses e 28 dias. Uma nova sentença, proferida pela Terceira Vara de Nova Mutum, acrescentou outros 12 anos, 1 mês e 23 dias de reclusão.


Atualmente, Paulo Witer está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, onde permanece no chamado Raio 8, setor destinado a detentos submetidos a medidas mais rigorosas de segurança.


Além da unificação das penas, a Justiça determinou que a direção da penitenciária apresente, no prazo de dez dias, um relatório detalhado sobre a situação do preso.


A magistrada quer esclarecer se existem registros de que WT tenha utilizado celulares ou outros equipamentos de comunicação para manter contato com integrantes da organização criminosa durante o período em que permaneceu isolado.


A determinação também busca verificar se o detento teria continuado exercendo influência sobre atividades da facção mesmo estando dentro de uma unidade de segurança máxima.


As suspeitas estão relacionadas a investigações que apontaram uma possível atuação de Paulo Witer na organização criminosa durante o cumprimento da pena, inclusive no contexto da Operação Replay.


A juíza solicitou informações sobre eventuais apreensões de celulares, chips e outros dispositivos eletrônicos não autorizados no Raio 8.

Caso existam registros, a administração penitenciária deverá informar quando e onde os objetos foram encontrados, além de esclarecer se estavam na cela de WT, em sua posse ou com outros detentos.


O Ministério Público de Mato Grosso solicitou a unificação das condenações e a atualização das informações sobre a permanência do preso no setor de segurança máxima.


A defesa de Paulo Witer também apresentou questionamentos sobre as condições de custódia e os fundamentos utilizados para mantê-lo em isolamento.

Ao analisar o caso, a magistrada destacou que a inclusão de uma nova condenação não significa, automaticamente, alteração nas regras para concessão de benefícios previstos na execução penal.


Da mesma forma, a soma das penas não é suficiente, por si só, para justificar mudanças nas condições de custódia.


A Justiça pretende esclarecer se há provas concretas de que WT continuou participando de atividades criminosas de dentro da penitenciária, antes de reavaliar as medidas de segurança aplicadas ao detento.


Enquanto aguarda as informações solicitadas, Paulo Witer Farias Paelo permanece no Raio 8 da Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá.


As condenações que compõem sua pena total já foram impostas pela Justiça. Entretanto, as suspeitas de que ele teria transmitido ordens a integrantes da facção durante o período de isolamento ainda dependem de esclarecimento.



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