Wellington Fagundes admite acordo político com Jayme Campos e abre possibilidade de aliança na disputa pelo Governo de MT
- Gutemberg Araújo

- há 6 dias
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A corrida pelo Governo de Mato Grosso em 2026 segue movimentando os bastidores da política estadual e uma possível aliança entre dois nomes tradicionais do cenário mato-grossense voltou a ganhar força nos últimos dias.
O senador Wellington Fagundes (PL), que já se posiciona como pré-candidato ao Governo do Estado, admitiu publicamente a possibilidade de construir uma parceria política com o senador Jayme Campos (União Brasil), também cotado para disputar o Palácio Paiaguás nas próximas eleições.
A sinalização reforça conversas que, segundo Wellington, vêm acontecendo há bastante tempo entre os dois líderes políticos.
Durante entrevista ao programa Resumo do Dia, o senador afirmou que existe entendimento entre ambos para que, caso um dos dois consiga chegar mais fortalecido ao processo eleitoral, o outro possa declarar apoio ainda no primeiro turno ou até mesmo em uma eventual disputa de segundo turno.
“Conversamos muitas vezes sobre isso. Sempre tivemos uma boa relação. A possibilidade existe de que quem estiver melhor posicionado receba o apoio do outro, seja no primeiro turno ou no segundo”, declarou Wellington Fagundes.
Acordo político já havia sido revelado anteriormente
A possibilidade de aproximação entre os dois não é novidade.
Ainda no início do ano, Jayme Campos já havia revelado a existência de um entendimento prévio entre ambos, estabelecendo que aquele que apresentasse melhores condições nas pesquisas eleitorais antes do período oficial das convenções poderia receber o apoio do outro grupo político.
Na ocasião, chegou a ser mencionada inclusive a possibilidade de indicação de Lucimar Campos, esposa de Jayme e ex-prefeita de Várzea Grande, para compor uma eventual chapa majoritária como candidata a vice-governadora.
Questionado novamente sobre essa hipótese, Wellington evitou confirmar qualquer definição, mas elogiou a trajetória política de Lucimar.
“Ela é extremamente competente, poderia sim ser uma opção, mas existe a questão partidária, já que ela pertence ao União Brasil”, afirmou.
Resistência interna pode dificultar articulação
Apesar da boa relação entre Wellington Fagundes e Jayme Campos, uma eventual aliança enfrenta obstáculos dentro dos próprios partidos.
No PL, algumas lideranças já demonstram resistência a qualquer aproximação com a família Campos.
Entre os nomes que poderiam criar dificuldades internas estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, ambos filiados ao Partido Liberal e conhecidos por posições críticas ao grupo político liderado por Jayme Campos.
Flávia, inclusive, construiu sua campanha municipal adotando forte discurso de oposição ao tradicional grupo político da família Campos em Várzea Grande.
Mesmo diante desse cenário, Wellington afirmou que mantém uma relação de amizade e respeito político com Jayme e não descarta apoio mútuo.
“Comecei minha vida política ao lado dele. Sempre trabalhamos juntos. Tenho respeito e não posso negar meus amigos de trabalho, independentemente de partido”, disse.
União Brasil também vive disputa interna
Do lado do União Brasil, Jayme Campos também enfrenta um ambiente interno delicado.
O grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes tem defendido publicamente que o partido apoie o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que deve disputar a reeleição em 2026.
A definição oficial deverá acontecer durante a convenção partidária do União Brasil, prevista para ocorrer entre julho e agosto, embora a data ainda não tenha sido oficialmente confirmada.
Enquanto isso, os bastidores seguem intensos e novas alianças podem alterar significativamente o cenário político de Mato Grosso nos próximos meses.
A possível aproximação entre Wellington Fagundes e Jayme Campos mostra que a disputa pelo comando do Estado promete ser uma das mais movimentadas dos últimos anos.
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