Advogada de Cáceres se filia ao Partido Novo e surge como nome para a Câmara Federal em 2026
- Gutemberg Araújo

- 1 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

O Partido Novo deve oficializar nos próximos dias a filiação da advogada cacerense Ana Rosa Longo Job, que desponta como uma das principais apostas da sigla para disputar uma das oito vagas de Mato Grosso na Câmara dos Deputados em 2026. A movimentação faz parte da estratégia do partido para avançar na região Oeste, onde Cáceres – maior cidade do entorno – concentra cerca de 45 mil votos e influencia diretamente um colégio eleitoral estimado em quase 200 mil pessoas.
Atualmente, nenhum representante do Oeste mato-grossense ocupa cadeira na Câmara Federal. O Novo vê na entrada de Ana Job uma oportunidade de apresentar ao eleitorado uma alternativa de renovação política com foco em representatividade regional e feminina, áreas que o partido considera estratégicas para o próximo pleito.
Ana afirma que a pré-candidatura nasce como extensão natural de sua trajetória profissional e de sua atuação em defesa de temas ligados à justiça social.
“Esse projeto tem tudo a ver com minha vida profissional e com o que acredito. Como advogada, luto diariamente por justiça, e vemos muitas injustiças no mundo político que impedem o desenvolvimento das cidades e afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas. Para mim, é uma oportunidade de defender os municípios de Mato Grosso e, especialmente, a minha amada Cáceres, onde vivo, construí minha família e minhas relações. Além disso, quero ser voz ativa das mulheres, defender seus direitos e fortalecer sua participação na política”, destaca.
Aos 46 anos, evangélica e mãe de dois filhos, Ana é formada em Direito pela Unemat, pós-graduada em Direito Empresarial e Gestão de Tributos, e atua nas áreas Cível, Empresarial e de Agronegócio. Tem experiência como professora universitária, já trabalhou como assessora jurídica na iniciativa privada e é mediadora e conciliadora cadastrada no CNJ. Integra ainda comissões temáticas da OAB-MT ligadas ao agronegócio e ao direito empresarial, tendo coordenado estudos jurídicos sobre a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres.
Em Mato Grosso, o eleitorado feminino representa cerca de 51% dos 2,5 milhões de eleitores. O Novo avalia que ampliar a presença de mulheres na disputa pode fortalecer o discurso de combate à sub-representação feminina e abrir espaço para novas lideranças políticas, sobretudo em regiões que há décadas carecem de voz própria em Brasília.
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