Estatais acumulam déficit recorde de R$ 20,5 bilhões no terceiro mandato de Lula, aponta Banco Central
- Oeste MT Urgente
- 31 de dez.
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Dados divulgados pelo Banco Central revelam que as empresas estatais federais acumularam um déficit primário de R$ 20,5 bilhões desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O valor é o maior já registrado na série histórica para esse período, acendendo um alerta sobre a situação financeira dessas companhias.
O resultado negativo cresceu de forma progressiva ao longo dos anos. Em 2023, o déficit foi de R$ 2,2 bilhões. No ano seguinte, subiu para R$ 8,07 bilhões. Já em 2025, entre os meses de janeiro e novembro, o rombo alcançou R$ 10,3 bilhões, consolidando a tendência de deterioração dos números.
O levantamento do Banco Central não inclui a Petrobras nem os bancos públicos. No caso da estatal do petróleo, a exclusão ocorre porque a empresa segue regras de governança semelhantes às das companhias privadas, o que a diferencia das demais estatais analisadas.
Entre todas as empresas avaliadas, os Correios aparecem como o principal fator para o resultado negativo. A estatal acumulou um déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões apenas entre janeiro e setembro deste ano, sendo responsável por uma parcela significativa do prejuízo total.
Apesar dos números expressivos, o governo federal afirma que o déficit primário, por si só, não reflete necessariamente a real situação financeira das estatais. Segundo a equipe econômica, investimentos de longo prazo e o pagamento de dividendos podem gerar resultados negativos momentâneos, sem que isso signifique falta de recursos em caixa ou risco imediato de insolvência.
Especialistas, no entanto, avaliam que os dados merecem atenção. Para eles, déficits recorrentes podem pressionar as contas públicas e exigir aportes do Tesouro Nacional no futuro, o que impacta diretamente o orçamento e a capacidade de investimento do Estado.
O debate sobre a gestão das estatais volta ao centro das discussões econômicas, em um momento em que o governo busca equilíbrio fiscal e enfrenta desafios para cumprir metas orçamentárias. Enquanto isso, os números seguem sendo acompanhados de perto por analistas, investidores e pela sociedade.
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