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Filiação de secretário e deputado provoca racha e ameaça debandada no Republicanos em MT

  • Foto do escritor: Oeste MT Urgente
    Oeste MT Urgente
  • há 16 horas
  • 2 min de leitura

Legenda ligada a Pivetta projeta eleger cinco deputados estaduais, mas crise interna pode comprometer planos


legenda de Pivetta trabalha para eleger 5 na Assembleia
legenda de Pivetta trabalha para eleger 5 na Assembleia

O Republicanos de Mato Grosso vive dias de tensão nos bastidores. A tentativa de filiação do secretário estadual de Educação, Allan Porto, e do deputado estadual Dr. Eugênio (atualmente no PSB) acendeu o alerta dentro da legenda e já provoca movimentações que podem resultar em uma debandada significativa.


A articulação, que teria como objetivo fortalecer a chapa para a disputa da Assembleia Legislativa (ALMT), foi recebida por parte das lideranças como uma “imposição” da cúpula partidária. O principal incômodo gira em torno da falta de diálogo prévio com lideranças municipais e parlamentares que já vinham construindo espaço dentro do partido.


Nos corredores políticos, o recado é claro: se a estratégia avançar sem consenso interno, o Republicanos pode enfrentar saída em massa de filiados.


Entre os nomes ventilados como possíveis baixas estão o vereador de Lucas do Rio Verde, Wlad Mesquita, e o ex-prefeito Ari Lafin. A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão, também tende a recuar de uma eventual candidatura à Assembleia caso o novo cenário se consolide. Já o suplente Moacir Couto deixou o partido e se filiou ao PDSDB, reforçando o clima de instabilidade.


Plano ambicioso pode virar problema


O Republicanos projeta eleger até cinco deputados estaduais em 2026, ampliando sua bancada na ALMT. Atualmente, a legenda conta com Diego Guimarães, Nininho e Valmir Moretto no Parlamento.


Contudo, a avaliação interna mais cautelosa aponta que o partido pode acabar enfraquecido ao tentar ganhar “musculatura eleitoral” com nomes de peso, mas sem preservar sua base orgânica. O risco, segundo aliados, é montar uma chapa competitiva no papel, mas perder quadros estratégicos no processo.


A crise também respinga diretamente no vice-governador Otaviano Pivetta, que é pré-candidato ao Governo do Estado. Caso eleito, ele precisará de uma base sólida na Assembleia Legislativa para governar com estabilidade. Um partido dividido pode comprometer esse projeto político.


No cenário mais pessimista, o Republicanos corre o risco de crescer em visibilidade, mas encolher em coesão interna — um movimento que pode custar caro na reta final das articulações eleitorais.


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