Flávio Bolsonaro atribui desempenho nas pesquisas ao sobrenome e à herança política do pai
- Oeste MT Urgente
- há 6 dias
- 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que o desempenho positivo nas pesquisas de intenção de voto não está ligado diretamente ao seu nome, mas ao peso do sobrenome Bolsonaro e à herança política deixada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração foi feita durante participação no podcast Paulo Figueiredo Show, exibido nesta terça-feira (6). Questionado sobre a repercussão de sua pré-candidatura, anunciada em 5 de dezembro, Flávio avaliou que havia uma expectativa do eleitorado por uma indicação clara de sucessor político por parte do ex-presidente.
“Sempre foi um crescimento que eu nunca duvidei, mas a força disso tudo não é o Flávio, é o Bolsonaro. Estavam todos aguardando ele apontar para algum nome, e qualquer que fosse o nome, isso aconteceria”, afirmou o senador.
Flávio reconheceu que sua entrada na disputa foi inicialmente recebida com ceticismo por parte de analistas e setores da opinião pública, mas destacou que muitos eleitores enxergam em sua candidatura características associadas ao pai, além de qualidades que, segundo ele, teriam faltado em momentos do governo anterior.
“As pessoas enxergam em mim um Bolsonaro que muitas vezes elas queriam ter visto no próprio Jair”, disse. Apesar disso, o senador fez questão de reforçar que não pretende se comparar ao ex-presidente. “Eu não tenho nenhuma pretensão de tentar chegar aos pés do meu pai. Ele é um cara inigualável, ímpar”, completou.
Durante a entrevista, Flávio também comentou a reação do mercado financeiro à sua pré-candidatura. Segundo ele, as primeiras pesquisas ajudaram a reduzir a resistência inicial e quebrar o ceticismo de investidores e analistas econômicos.
“A cabeça do mercado eu compreendo. Todo mundo tem a mesma opinião: o Brasil não aguenta mais o PT. E quando vêm as primeiras pesquisas, que me colocam acima de outros nomes preferidos pelo mercado, eles pensam: ‘opa, está fazendo sentido, não é tão arriscado assim’”, avaliou.
De acordo com a última pesquisa Atlas/Intel, divulgada em 18 de dezembro em parceria com a Bloomberg, Flávio Bolsonaro aparece com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 53%.
A diferença de 12 pontos percentuais é maior do que a registrada no cenário em que Lula enfrenta Jair Bolsonaro. Nesse confronto, o ex-presidente aparece com 46% das intenções de voto, reduzindo a vantagem do petista para quatro pontos.



Comentários