top of page

Investigador da Polícia Civil é indiciado por estuprar detenta dentro de delegacia em MT; DNA confirmou o crime

  • Foto do escritor: Gutemberg Araújo
    Gutemberg Araújo
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Manoel Batista da Silva, de 52 anos
Manoel Batista da Silva, de 52 anos

A delegada Layssa Crisóstomo de Paula Leal, titular da Delegacia de Sorriso, afirmou que o investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, mentiu em depoimento ao acreditar que os exames periciais não seriam capazes de apontar a presença de seu material genético na vítima.


O servidor foi indiciado por estupro e abuso de autoridade após a conclusão do inquérito da Polícia Civil, que confirmou, por meio de exames de confronto de DNA, que ele manteve relação sexual forçada com uma detenta de 24 anos dentro da própria delegacia onde estava de plantão.


O crime ocorreu nos dias 9 e 10 de dezembro de 2025, mas a prisão do investigador aconteceu apenas em 1º de fevereiro de 2026, após a conclusão das análises periciais.

“Infelizmente, a gente percebe que nós temos criminosos dentro da nossa própria instituição e isso é muito triste”, declarou a delegada em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da RecordTV.

Crime ocorreu em alojamento usado por policiais

De acordo com a investigação, o abuso aconteceu no alojamento da delegacia — um quarto destinado ao descanso dos policiais — em um momento em que a unidade estava com efetivo reduzido, contando apenas com os plantonistas.


Em depoimento, Manoel afirmou que retirou a detenta da cela a pedido dela, alegando que ela queria usar o banheiro.

“Na verdade, eu a tirei da cela porque ela me pediu, pois queria fazer suas necessidades. Até me arrependo do que fiz, mas agi por causa das condições da cela, que estavam todas entupidas”, declarou.

Ele também negou o crime inicialmente e chegou a se oferecer para fornecer material genético para comparação com o coletado na vítima.


Segundo a delegada, essa atitude foi baseada em um erro de cálculo do investigador.

“O fato aconteceu numa terça e o material foi coletado na sexta. Então ele acreditou que, nesse intervalo, não seria possível constatar a presença do DNA”, explicou Layssa.

Confissão só veio no momento da prisão

Ainda conforme a delegada, o investigador só confessou o crime no momento em que foi preso.

O caso gerou forte repercussão interna na corporação e levantou questionamentos sobre a vulnerabilidade de custodiados dentro de unidades policiais.


A Polícia Civil informou que o servidor foi afastado e responderá criminalmente pelos atos.



Comentários


bottom of page