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Pastor de MT é preso após ataque com granada lançada por drone contra empresário em GO

  • Foto do escritor: Oeste MT Urgente
    Oeste MT Urgente
  • há 22 horas
  • 2 min de leitura
pastor preso por ataque com granada por drone em Goiás
Grupo é suspeito de tentar matar vítima por dívida de R$ 1,5 milhão; artefato militar caiu sobre o telhado da casa e não explodiu por falha na execução.

Um pastor da Assembleia de Deus de Primavera do Leste (MT), identificado como Abraão de Lima Borges, 38 anos, foi preso acusado de participar de um ataque criminoso com uso de drone acoplado a granada contra a casa de um empresário do ramo agrícola em Itaberaí, Goiás.


A prisão ocorreu durante a Operação Cobrança Final, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás para desarticular um grupo investigado por tentativa de homicídio qualificada e extorsões mediante grave ameaça. Além do religioso, também foram presos Jabes Muller e Dionis Dionatan, capturados em Canarana (MT).


Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 1,5 milhão relacionada à compra de sementes de milho. A negociação foi intermediada por terceiros e, diante da falta de pagamento, o empresário passou a sofrer ameaças constantes que evoluíram para um atentado com alto potencial destrutivo.


Os ataques aconteceram nos dias 15 e 17 de janeiro. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos utilizaram drones para lançar granadas sobre a residência da vítima, onde também estavam familiares. Um dos equipamentos carregava uma granada M67, artefato de uso militar.


A tentativa de assassinato só não se concretizou porque um dos drones apresentou falha, colidiu e caiu sobre o telhado da casa antes que o mecanismo funcionasse como planejado.


O delegado Ricardo Ramos, em entrevista à TV Anhanguera, explicou o que pode ter ocorrido no momento do ataque.

“Ao atingir o chão, o suporte soltaria da granada e ela, sem aquela pressão, poderia realizar a explosão. Mas houve algum erro de execução e o drone acabou caindo em cima do telhado da casa da vítima”, relatou.

A operação foi coordenada pelo Grupo Antissequestro (GAS) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itaberaí. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão e três de busca e apreensão.

A Polícia Civil informou que os presos são apontados como executores diretos do atentado. O mandante do crime ainda não foi localizado e segue foragido.


As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer todos os detalhes do caso, que chamou a atenção das autoridades pelo uso de tecnologia aliada a explosivos em uma cobrança violenta de dívida, colocando em risco não apenas a vítima, mas também toda a vizinhança.


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