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Justiça dá prazo para governo apresentar plano contra garimpo ilegal na TI Sararé

  • Foto do escritor: Oeste MT Urgente
    Oeste MT Urgente
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Justiça dá prazo para governo apresentar plano contra garimpo ilegal na TI Sararé
União deve detalhar ações permanentes até 27 de março para conter invasões em território indígena em Conquista D’Oeste

A Justiça determinou que o governo federal apresente, até o dia 27 de março, um plano mais claro, integrado e permanente de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, localizada no município de Conquista D’Oeste, em Mato Grosso.


A decisão faz parte de uma ação civil pública que cobra medidas efetivas para a retirada de invasores e a proteção contínua do território.


Área degradada preocupa


Levantamentos apontam que, dos 67 mil hectares da Terra Indígena Sararé, aproximadamente 3.373 hectares foram degradados entre 2023 e junho de 2025 em razão da atividade garimpeira ilegal.


O avanço da mineração provocou desmatamento, erosão do solo e formação de áreas onde a vegetação já não consegue se regenerar naturalmente.


Avanço do crime organizado


Além dos danos ambientais, autoridades alertam para a presença do crime organizado na região. Segundo a Polícia Civil, facções criminosas passaram a atuar diretamente no garimpo ilegal — inicialmente fornecendo drogas aos trabalhadores e, posteriormente, assumindo o controle da exploração de ouro.


A situação tem elevado o nível de complexidade das operações de fiscalização e segurança.


Impacto aos Nambiquara Katitaurlu


O território é habitado pelo povo indígena Nambiquara Katitaurlu, formado por cerca de 200 moradores. Lideranças indígenas relatam prejuízos severos ao meio ambiente e impactos diretos no modo de vida tradicional da comunidade.


Operações e destruição de maquinários


Em 2024, operações integradas lideradas pelo Ibama resultaram na destruição de centenas de maquinários e estruturas utilizadas na atividade ilegal. Durante três meses de ações, mais de 170 escavadeiras e cerca de 650 acampamentos e estruturas foram inutilizados.


Nos últimos dois anos, foram realizadas 21 operações conjuntas na área.

Apesar da redução nos alertas após as ofensivas, dados recentes indicam tentativas de retorno dos invasores, o que motivou a decisão judicial pela exigência de um plano permanente e articulado entre União e órgãos de fiscalização.


A Justiça quer garantir ações contínuas para proteger o território indígena e evitar a retomada da exploração ilegal.


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