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Operação mira esquema que lavou R$ 295 milhões e cumpre 148 ordens judiciais

  • Foto do escritor: Gutemberg Araújo
    Gutemberg Araújo
  • 3 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Operação Efatá
Operação Efatá

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira (3) a Operação Efatá, ação que cumpre 148 ordens judiciais para desarticular um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e à atuação de uma organização criminosa.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) identificou movimentações bancárias superiores a R$ 295 milhões, realizadas por meio de empresas de fachada, contas de laranjas e pessoas jurídicas vinculadas diretamente ao núcleo criminoso.


Mandados e bloqueios

Ao todo, a operação cumpre:

  • 34 mandados de busca e apreensão domiciliar

  • 40 medidas cautelares diversas de prisão

  • 40 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas

  • 19 bloqueios de contas de pessoas jurídicas, até o limite de R$ 41,2 milhões

  • Sequestro de imóveis e 15 veículos automotores


As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá.

Os mandados são cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Água Boa, Sinop, Primavera do Leste e também no estado do Mato Grosso do Sul.


A operação tem apoio da Diretoria de Atividades Especiais (DAE), GCCO/Draco, Deccor, Dema, Defaz, Diretorias Metropolitana e do Interior, além das Delegacias de Primavera do Leste, Água Boa, Sinop, e da Delegacia de Mundo Novo (MS). A OAB-MT acompanha procedimentos envolvendo prerrogativas profissionais.


Esquema sofisticado de lavagem

De acordo com a Denarc, o grupo investigado movimentava grandes valores sem lastro documental e sem comprovação de origem lícita. Parte do dinheiro era fracionada em pequenas quantias para circular entre contas de pessoas físicas e jurídicas, ocultando a verdadeira procedência dos recursos.


Um único investigado movimentou, entre créditos e débitos, R$ 295.087.462,24, conforme levantamento técnico.


As investigações contaram com apoio do Núcleo de Inteligência e do Laboratório de Lavagem de Capitais da Polícia Civil, que reuniram provas robustas da estrutura financeira da quadrilha, ligada a uma facção criminosa. Durante o período investigativo, vários alvos foram presos em flagrante por tráfico de drogas.


Descapitalização do crime

Segundo o delegado André Rigonato, responsável pela investigação, as medidas têm como objetivo interromper o fluxo financeiro da facção e enfraquecer sua capacidade operacional.

“O objetivo é interromper o fluxo financeiro da facção criminosa e ampliar o alcance das ações repressivas contra o crime organizado em Mato Grosso”, afirmou o delegado.

As apurações continuam com a análise do material apreendido, podendo revelar novos envolvidos.


Por que ‘Operação Efatá’?

O nome da operação faz referência à palavra aramaica “Efatá”, que significa “abra-te”. A escolha representa a abertura e revelação de uma complexa rede criminosa que operava sob a aparência de legalidade empresarial e profissional.


Integração nacional

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso, que intensifica o combate ao crime organizado em todo o estado.


A Operação Efatá também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, via Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A rede reúne delegados e promotores de todo o país para alinhar estratégias de inteligência no combate duradouro ao narcotráfico.

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