Passaporte encontrado em Portugal reacende teorias sobre Eliza Samudio, e família pede investigação oficial
- Oeste MT Urgente
- 6 de jan.
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O surgimento de um passaporte atribuído a Eliza Samudio, encontrado em Portugal, voltou a trazer à tona um dos casos criminais mais marcantes do país e reacendeu debates nas redes sociais sobre o destino da modelo, desaparecida em junho de 2010. O documento teria sido localizado por um brasileiro em uma residência coletiva no país europeu, fato que rapidamente alimentou especulações de que Eliza poderia estar viva e morando fora do Brasil.
A família, no entanto, pede cautela e apuração rigorosa antes de qualquer conclusão. Em entrevista, Arlie Moura, irmão de Eliza, afirmou que a notícia teve forte impacto emocional e mexeu com lembranças dolorosas vividas há mais de uma década. Segundo ele, não há dúvidas de que o passaporte pertence à irmã, mas a principal questão agora é entender como o documento foi parar naquele local.
“Mexeu com o psicológico. Dá uma balançada de novo em tudo o que a gente viveu naquela época”, disse Arlie. “O passaporte é da Eliza. Agora precisa investigar se foi perdido, se foi roubado, o que aconteceu para esse documento estar guardado naquela casa e só aparecer agora”, afirmou em entrevista ao jornal O Tempo.
Arlie contou ainda que teve pouco convívio com Eliza devido à diferença de idade e ao fato de terem vivido em cidades diferentes. O contato mais próximo teria ocorrido entre 2008 e 2009, quando a modelo se mudou para São Paulo, período pouco antes do desaparecimento que culminou em um dos processos criminais mais conhecidos do Brasil.
Apesar da repercussão e das teorias levantadas na internet, o irmão disse não acreditar que Eliza esteja viva na Europa. Para ele, as conclusões do processo que resultou na condenação do ex-goleiro Bruno Fernandes continuam sendo o principal parâmetro dos fatos oficialmente apurados.
“Seria ótimo se ela estivesse viva, claro. A gente torce por isso. Mas não dá para bater o martelo nem sair levantando teoria agora. Tem que esperar as autoridades investigarem e darem um veredito”, afirmou.
Um detalhe que voltou a chamar atenção é o fato de Eliza ter viajado para Portugal por volta de 2007, informação compatível com registros de carimbo de entrada no passaporte encontrado, sem indicação de saída do país. Ainda assim, especialistas destacam que documentos podem ser extraviados, furtados ou até reutilizados ao longo dos anos, o que reforça a necessidade de investigação técnica.
Procurada, Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, confirmou que o passaporte é, de fato, da filha, mas preferiu não se pronunciar oficialmente enquanto não houver esclarecimentos por parte das autoridades.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autenticidade do achado nem sobre as circunstâncias em que o documento foi encontrado. O caso deve ser analisado pelos órgãos competentes, enquanto a família pede respeito, responsabilidade e cautela diante de um episódio que ainda desperta dor e comoção



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