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Presidente do PT anuncia Pedro Taques ao Senado representando a esquerda no MT

  • Foto do escritor: Oeste MT Urgente
    Oeste MT Urgente
  • 15 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Edinho Silva Presidente Nacional do PT
De pé, Edinho Silva discursa durante encontro da Federação Brasil da Esperança, em Cuiabá, onde defendeu o nome de Pedro Taques para o Senado.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, causou surpresa e desconforto entre lideranças da esquerda mato-grossense ao anunciar, neste domingo (data), que o ex-governador Pedro Taques será o candidato do grupo ao Senado. A declaração foi feita durante um encontro da Federação Brasil da Esperança, realizado na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em Cuiabá, que reuniu cerca de 40 pessoas.


O anúncio gerou reação imediata e negativa entre militantes e dirigentes do PT, PV, PCdoB e PSD presentes no evento. A principal queixa foi a forma como a decisão foi tomada: de maneira isolada, sem debate interno e sem consulta prévia às bases ou às direções partidárias que compõem a federação.


Nos bastidores, Edinho Silva teria articulado a inclusão de Pedro Taques no bloco apenas com a presidente regional licenciada do PT, Rosa Neide, e com o empresário Carlos Augustin — assessor especial do Ministério da Agricultura e atual presidente do Conselho de Administração da Embrapa.


Antes do encontro na AMM, Edinho se reuniu reservadamente com Taques logo após desembarcar em Cuiabá. Na ocasião, ficou acertada a filiação do ex-governador ao PSB, partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.


A condução do anúncio chamou ainda mais atenção porque Pedro Taques não estava presente no evento, tampouco o senador licenciado e ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, apontado como principal adversário interno na disputa pela vaga ao Senado. Entre lideranças políticas, circula a avaliação de que a estratégia pode ter sido uma manobra para enfraquecer a pré-candidatura de Fávaro à reeleição.


O episódio escancara divisões internas na Federação Brasil da Esperança em Mato Grosso e deve acirrar o debate sobre os rumos da aliança de esquerda no estado para as eleições de 2026.


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