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Transporte Zero: conheça as 12 espécies de peixes nativos proibidas de serem transportadas em Mato Grosso

  • Foto do escritor: Oeste MT Urgente
    Oeste MT Urgente
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
Transporte Zero: conheça as 12 espécies de peixes nativos proibidas de serem transportadas em Mato Grosso

A preservação dos rios e da fauna aquática de Mato Grosso ganhou um reforço importante com a chamada legislação do “Transporte Zero”, em vigor desde 2024. A medida proíbe, por um período inicial de cinco anos, o transporte, a comercialização e o armazenamento de 12 espécies de peixes nativos, consideradas estratégicas para o equilíbrio ambiental dos rios do estado.


A regra vale tanto para pescadores profissionais quanto amadores, que devem adotar obrigatoriamente a prática do “pesque e solte” ao capturar qualquer uma dessas espécies. O objetivo é permitir a recuperação dos estoques pesqueiros, especialmente em um estado cortado por grandes bacias hidrográficas.


As 12 espécies nativas com transporte proibido em MT


Confira a lista completa das espécies protegidas pela legislação:

  • Cachara (Pseudoplatystoma fasciatum)

  • Caparari (Pseudoplatystoma sp.)

  • Dourado (Salminus brasiliensis)

  • Jaú (Paulicea luetkeni)

  • Matrinchã (Brycon sp.)

  • Pintado / Surubim (Pseudoplatystoma corruscans)

  • Piraíba (Brachyplatystoma filamentosum)

  • Piraputanga (Brycon hilarii)

  • Pirarara (Phractocephalus hemioliopterus)

  • Pirarucu (Arapaima gigas)

  • Trairão (Hoplias lacerdae)

  • Tucunaré (Cichla spp.)


Essas espécies são símbolos da pesca esportiva e artesanal no estado, mas também estão entre as mais pressionadas pela pesca excessiva ao longo dos anos.


O que a lei permite e o que é proibido


A legislação não impede totalmente a atividade pesqueira. O transporte de outras espécies não listadas continua permitido, desde que sejam respeitadas:

  • As cotas individuais

  • Os tamanhos mínimos legais

  • As regras específicas da piracema


Já o descumprimento das normas pode gerar penalidades severas, como:

  • Apreensão do pescado

  • Apreensão de barcos, motores e equipamentos

  • Aplicação de multas ambientais


Preservação hoje para garantir peixe amanhã


Segundo especialistas, o “Transporte Zero” é uma tentativa de frear o colapso de espécies emblemáticas e garantir que futuras gerações ainda possam encontrar rios vivos e produtivos. A medida se soma às restrições da piracema, período em que os peixes se reproduzem e precisam de proteção reforçada.

1 comentário


João Pinheiro
há 4 dias

Para pescadores da bacia do Paraguai nao tem problema com algumas espécies da bacia Amazônica, pois não são encontrados aqui e portanto não serão pescados. Com excessão de uma única espécie, o Tucunaré que já é um invasor da bacia do Paraguai. Exótico invasor, poderia ter a sua pesca liberada .

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