Denunciante diz não se lembrar de fatos e frustra Comissão Processante contra prefeita de VG
- Oeste MT Urgente
- há 2 dias
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A audiência da Comissão Processante instalada na Câmara Municipal de Várzea Grande para apurar possível promoção pessoal da prefeita Flávia Moretti (PL) terminou de forma pouco produtiva. O procedimento investiga o uso do slogan “Transparência, Trabalho e Progresso” em uniformes escolares distribuídos pela Prefeitura.
A gestora não compareceu à oitiva, seguindo orientação de sua equipe jurídica, mas enviou advogados para acompanhar os depoimentos.
Secretária não foi ouvida por motivo de saúde
A secretária municipal de Comunicação, Paola Carlini, teve a oitiva cancelada pelo presidente da comissão, vereador Sardinha (MDB), em razão de atestado médico e estado de saúde considerado crítico.
A defesa da prefeita, representada pelo advogado Leonardo Benevides, insistiu na convocação da secretária, alegando que ela poderia esclarecer pontos relacionados à consulta feita à Procuradoria-Geral do Município (PGM) e afastar suspeitas de autopromoção. O pedido, porém, foi indeferido.
Depoimentos negam ordem da prefeita
O primeiro a ser ouvido foi o gerente de Patrimônio e Logística da Educação, Jaudson Soares. Em depoimento breve, ele negou ter recebido qualquer orientação da prefeita ou de secretários para incluir slogan ou identidade visual específica nos uniformes. Confirmou apenas que os kits foram entregues às unidades escolares.
Na sequência, a representante da empresa CB News Comercial, Flávia Daiane Fortes, afirmou que a empresa executou o serviço conforme solicitado pelo contratante. Segundo ela, o layout foi definido pelo então secretário municipal de Educação, Cleyton Marino.
“A empresa não cria nada. Tudo é feito conforme o cliente pede. Foi feita uma amostra, entregue à gestão e aprovada. Houve pedido de alteração no brasão e, depois disso, o material foi validado”, explicou.
Ela também destacou que nunca teve contato direto com a prefeita.
Denunciante alega “não se lembrar”
O depoimento mais aguardado foi o do advogado Pedro Augusto Rodrigues Costa, autor da denúncia que deu origem à Comissão Processante. Ele afirmou que só falaria na presença de advogado, ainda que de forma virtual.
Durante a oitiva, declarou diversas vezes não se lembrar de detalhes relacionados à denúncia. Questionado sobre qual slogan estaria nos uniformes, disse não recordar, embora tenha mencionado as cores verde e amarelo. Também afirmou não se lembrar da diferença entre Comissão Processante e Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Perguntado sobre o motivo de direcionar a denúncia especificamente à atual gestão, respondeu: “Prefiro não responder”.
Ao final, revelou já ter tido ligação com o site “O MatoGrosso.com”, onde atuou como social media.
Ex-secretário admite possível equívoco
O ex-secretário municipal de Educação, Cleyton Marino, declarou que a pasta utilizou o manual de identificação oficial da Prefeitura para confeccionar os uniformes. Segundo ele, após questionamento do vereador Charles da Educação (União), a Procuradoria-Geral do Município foi consultada.
Confirmada possível irregularidade, solicitou à empresa a retirada da logomarca da gestão e do slogan nos uniformes e demais materiais.
“Pelas consequências observadas após a entrega do material, acredito que o equívoco pode ter partido da empresa”, afirmou.
O atual secretário de Educação, Igor Cunha, disse que não participou da elaboração dos uniformes. Segundo ele, ao assumir a pasta, apenas executou o protocolo de entrega dos kits escolares. Negou qualquer orientação do Executivo para fins de promoção pessoal e informou que o novo layout para 2026 já foi desenvolvido sem qualquer referência política.
Comissão mantém apuração
O presidente da comissão, vereador Sardinha, afirmou que o colegiado respeitou a condição de saúde da secretária Paola Carlini ao negar nova convocação neste momento.
A Comissão Processante segue analisando os depoimentos e documentos para decidir os próximos passos da investigação.
O oestemturgente.com continuará acompanhando o caso.
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