Documento enviado aos EUA pede sanções contra ministros do STF e reacende debate sobre Lei Magnitsky
- Christian Allan

- há 2 dias
- 2 min de leitura

Um documento encaminhado às autoridades dos Estados Unidos pelo jornalista Paulo Figueiredo voltou a movimentar o debate sobre possíveis sanções internacionais contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação foi apresentada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e ao Comitê da Seção 301, responsáveis por analisar questões ligadas à política comercial americana.
No texto, Figueiredo defende que o governo dos Estados Unidos substitua a proposta de aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros por sanções individuais contra autoridades brasileiras.
Pedido cita Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e esposa do ministro
No documento, Paulo Figueiredo solicita que o governo americano avalie a aplicação de medidas previstas na Lei Global Magnitsky contra os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
A manifestação também menciona a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.
Segundo o autor, sanções direcionadas seriam mais eficazes do que medidas econômicas amplas, pois atingiriam apenas pessoas apontadas por ele como responsáveis por supostas irregularidades, sem provocar impactos sobre empresas, exportadores e consumidores brasileiros.
Manifestação integra investigação comercial dos Estados Unidos
O pedido foi protocolado durante uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.
O procedimento analisa políticas brasileiras relacionadas a diversos temas, entre eles:
Comércio digital;
Serviços de pagamento eletrônico;
Propriedade intelectual;
Combate à corrupção;
Acesso ao mercado de etanol;
Desmatamento ilegal.
Como parte do processo, o órgão receberá manifestações de interessados antes da audiência pública marcada para 6 de julho, em Washington.
Documento critica possível tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
Na manifestação, Paulo Figueiredo argumenta que uma eventual tarifa de 25% sobre produtos brasileiros poderia provocar prejuízos econômicos tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos.
Segundo ele, a medida poderia afetar produtores brasileiros, importadores americanos e consumidores dos dois países, além de gerar efeitos políticos no cenário brasileiro às vésperas das eleições de 2026.
O documento também afirma que um aumento das tarifas poderia fortalecer a aproximação econômica e diplomática entre Brasil e China.
O que prevê a Lei Global Magnitsky
A Lei Global Magnitsky, aprovada pelos Estados Unidos, permite que o governo norte-americano aplique sanções contra pessoas acusadas de envolvimento em violações de direitos humanos ou corrupção, conforme os critérios previstos na legislação americana.
Entre as medidas possíveis estão:
Bloqueio de bens sob jurisdição dos Estados Unidos;
Restrições para entrada em território americano;
Proibição de operações financeiras envolvendo instituições sob jurisdição dos EUA.
A aplicação dessas sanções depende exclusivamente de decisão do governo dos Estados Unidos.
Documento não significa que sanções serão aplicadas
Até o momento, o pedido representa apenas uma manifestação apresentada durante o processo de consulta pública conduzido pelo USTR.
Paulo Figueiredo também solicitou participação na audiência pública prevista para 6 de julho, onde representantes de diversos setores poderão apresentar contribuições sobre a investigação comercial envolvendo o Brasil.
Não há, até o momento, qualquer decisão do governo dos Estados Unidos sobre eventual aplicação de sanções com base na Lei Magnitsky ou sobre a adoção de novas medidas comerciais contra o Brasil.
.jpg)



Comentários