Documento enviado aos EUA pede sanções contra ministros do STF; pedido ainda será analisado
- Gutemberg Araújo

- há 23 horas
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Um documento encaminhado pelo jornalista Paulo Figueiredo ao governo dos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a possibilidade de aplicação de sanções individuais contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação foi apresentada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e ao Comitê da Seção 301, responsáveis por analisar questões ligadas à política comercial norte-americana.
No documento, Paulo Figueiredo defende que o governo americano substitua a proposta de tarifas sobre produtos brasileiros pela adoção de medidas direcionadas contra autoridades brasileiras, alegando que sanções individuais seriam mais eficazes do que restrições comerciais amplas.
Pedido inclui Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes
Entre os pedidos apresentados, o jornalista solicita que os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes sejam alvo de sanções previstas na Lei Global Magnitsky. O documento também menciona a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a manifestação, medidas individuais atingiriam diretamente pessoas apontadas pelo autor como responsáveis por supostas práticas investigadas, sem causar impactos econômicos aos exportadores, consumidores e empresas brasileiras.
Investigação faz parte de consulta pública nos Estados Unidos
O pedido foi protocolado durante uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos.
O procedimento avalia políticas brasileiras relacionadas a comércio digital, meios eletrônicos de pagamento, propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Como parte desse processo, o governo norte-americano abriu uma consulta pública e realizará uma audiência em Washington, marcada para o dia 6 de julho, para receber manifestações de diversos setores interessados.
Autor critica tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
Na manifestação, Paulo Figueiredo argumenta que uma eventual tarifa de 25% sobre produtos brasileiros poderia provocar prejuízos econômicos tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos.
Segundo ele, a medida afetaria produtores brasileiros, importadores e consumidores americanos, além de poder fortalecer politicamente o governo brasileiro em um momento de aproximação das eleições presidenciais de 2026.
Por isso, o documento defende que Washington priorize sanções direcionadas em vez da adoção de tarifas comerciais amplas.
Documento cita Lei Magnitsky
A manifestação também sustenta que um eventual aumento das tarifas poderia acelerar a aproximação econômica e diplomática entre Brasil e China.
Como alternativa, o texto propõe a utilização da Lei Global Magnitsky, legislação americana que permite a aplicação de sanções contra pessoas acusadas de envolvimento em corrupção ou violações de direitos humanos.
Entre as possíveis medidas previstas na legislação estão o bloqueio de bens sob jurisdição dos Estados Unidos e restrições para entrada no território americano.
Pedido não significa adoção de sanções
Além da manifestação escrita, Paulo Figueiredo também solicitou participação na audiência pública promovida pelo USTR, onde pretende defender seus argumentos.
Até o momento, o documento representa apenas um pedido formal apresentado às autoridades americanas. Não existe qualquer decisão sobre eventual aplicação de sanções.
A definição sobre possíveis medidas dependerá exclusivamente do governo dos Estados Unidos após a análise das contribuições recebidas durante a consulta pública e da audiência prevista para este mês.
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