Harpia, uma das maiores águias do mundo, é flagrada no Nortão de Mato Grosso
- Oeste MT Urgente
- há 19 horas
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Um registro que chamou a atenção de trabalhadores e especialistas em fauna foi feito nas proximidades da usina hidrelétrica de Colíder, no Nortão de Mato Grosso. Uma harpia (Harpia harpyja), considerada uma das maiores águias do planeta, foi avistada na região.
Com envergadura que pode chegar a 2,2 metros, a harpia é um predador de topo e sua presença na natureza é naturalmente rara. De acordo com estudos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a densidade da espécie é baixa mesmo em áreas preservadas, podendo haver apenas um casal a cada 50 a 100 km² — ou até menos, dependendo da oferta de presas e do estado de conservação do habitat.
Indicador de ambiente preservado
Segundo a assessoria da concessionária da usina, o aparecimento da ave na região pode ser interpretado como um sinal positivo de qualidade ambiental, já que a espécie depende de grandes áreas de floresta contínua para sobreviver e caçar.
Os flagrantes na natureza são incomuns justamente porque a harpia exige territórios extensos e bem conservados, sendo extremamente sensível à degradação ambiental.
Reprodução lenta e população vulnerável
Outro fator que contribui para a raridade da espécie é seu ciclo reprodutivo lento. Biólogos explicam que o intervalo entre uma reprodução e outra é, em média, de dois a três anos. A fêmea costuma colocar de um a dois ovos, mas normalmente apenas um filhote sobrevive, permanecendo dependente dos pais por até um ano.
Somente após a independência do filhote o casal volta a se reproduzir.
Situação de conservação
Na classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a harpia é considerada “quase ameaçada” de extinção. No Brasil, porém, o cenário é mais delicado: a espécie figura nas listas oficiais como ameaçada, geralmente na categoria “vulnerável”.
O flagrante em Colíder reforça a importância da preservação ambiental na região e evidencia como áreas conservadas ainda conseguem abrigar espécies raras e emblemáticas da fauna brasileira.
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