Jayme Campos afirma que Blairo Maggi deve R$ 2 bilhões ao Fethab e promete cobrar valor para pagar RGA dos servidores
- Oeste MT Urgente
- 26 de jan.
- 2 min de leitura

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União), fez uma declaração que movimentou o cenário político estadual ao afirmar que o ex-governador Blairo Maggi (PP) acumula uma dívida de cerca de R$ 2 bilhões com o Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação).
A afirmação foi feita durante entrevista ao podcast Frente a Frente com o Araguaia, quando Jayme comentava sobre a cobrança do fundo junto a grandes produtores rurais. Segundo ele, decisões judiciais estariam impedindo que o Estado arrecade valores que poderiam ser usados para quitar dívidas históricas com os servidores públicos.
“Blairo Maggi não paga Fethab. Sabe quanto ele deveria hoje, no mínimo? R$ 2 bilhões. Se esse dinheiro fosse pago, daria para parcelar e usar diretamente para quitar os 19,58% da RGA”, declarou o senador.
Jayme afirmou ainda que, caso seja eleito governador em 2026, pretende buscar a derrubada de liminares que hoje beneficiam grandes produtores e impedem a cobrança integral do fundo.
“Tem uma liminar protegendo esses produtores. Se eu for governador, vou atrás dessa decisão. Vamos cassar essa liminar. Quem deve, vai pagar ao Estado de Mato Grosso”, reforçou.
O pré-candidato vinculou diretamente a arrecadação do Fethab ao pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), reivindicada por diversas categorias do funcionalismo. Sindicatos apontam perdas inflacionárias acumuladas de 19,58% entre os anos de 2017 e 2022, valor que ainda não foi reconhecido oficialmente pelo governo.
Na semana passada, a Assembleia Legislativa aprovou uma RGA de 5,40%, acima da inflação medida pelo IPCA. No entanto, a proposta que reconhecia formalmente o passivo histórico acabou não avançando, mantendo o tema no centro do debate político.
Criado para financiar obras de infraestrutura, transporte e habitação, o Fethab é cobrado sobre a saída de produtos agropecuários e madeira em Mato Grosso. A existência de decisões judiciais que limitam essa cobrança tem sido alvo constante de críticas, especialmente em momentos de pressão por reajustes salariais no serviço público.
Com o início antecipado das discussões eleitorais, o tema promete seguir como um dos principais pontos de embate entre lideranças políticas e representantes do setor produtivo no Estado.
.jpg)



Comentários