PT deve lançar nome próprio ao Senado em MT para defender governo Lula, diz Edna Sampaio
- Oeste MT Urgente
- 26 de jan.
- 2 min de leitura

A ex-vereadora de Cuiabá Edna Sampaio confirmou que colocou seu nome à disposição do Partido dos Trabalhadores como pré-candidata ao Senado Federal em Mato Grosso. Segundo ela, a proposta é fortalecer o campo progressista no Estado e garantir uma voz direta na defesa das ações do presidente Lula no Congresso Nacional.
Em entrevista à Rádio Cultura FM nesta segunda-feira (26), Edna explicou que sua pré-candidatura não representa disputa ou confronto com o ministro da Agricultura e senador Carlos Fávaro (PSD), que também deve compor a chapa majoritária.
“Não é uma candidatura em oposição ao senador Carlos Fávaro. Pelo contrário. É uma candidatura do Partido dos Trabalhadores para fortalecer a nossa chapa nacional”, afirmou.
Para Edna, o PT não pode abrir mão de protagonismo nas disputas majoritárias em Mato Grosso, especialmente em um cenário em que o partido ocupa a Presidência da República.
“O PT não é qualquer partido. O PT é o partido que tem o presidente da República. Nós precisamos ter um nome defendendo esse projeto político no Senado”, destacou.
Durante a entrevista, a ex-vereadora comentou sobre o ex-governador e ex-senador Pedro Taques (PSB), citado como possível nome do campo progressista. Sem ataques diretos, Edna ponderou que Taques nunca atuou nas campanhas petistas no Estado.
“Pedro Taques nunca fez campanha para o PT, nem para o presidente Lula. Eu respeito muito o Pedro Taques, mas isso não impede o Partido dos Trabalhadores de apresentar o seu próprio nome”, alfinetou.
Edna também relembrou as eleições de 2022, quando o PT optou por não lançar candidatura ao Senado em Mato Grosso, decisão que, segundo ela, trouxe prejuízos políticos ao partido.
“Nós acabamos sem candidatura ao Senado, e isso foi muito ruim para nós. Perdemos espaço e protagonismo”, avaliou.
Para a ex-vereadora, é fundamental que o PT tenha uma candidatura própria para ampliar o debate político e dialogar diretamente com o eleitorado trabalhador.
“Não podemos simplesmente apoiar uma candidatura sem termos uma candidatura majoritária que represente o nosso projeto”, defendeu.
Por fim, Edna ressaltou que a definição rápida da estratégia será essencial, principalmente para candidaturas com menos recursos financeiros.
“Quando não se tem muito dinheiro para disputar uma eleição desigual, o tempo passa a ser o principal recurso estratégico”, concluiu.
A pré-candidatura ainda será analisada pelo diretório estadual do PT e pela federação formada por PT, PCdoB e PV, além de ser discutida com Carlos Fávaro na composição final da chapa ao Senado em Mato Grosso.
.jpg)



Comentários