Missionária é investigada por ligação com dois líderes do Comando Vermelho em MT

Atualizado: há 20 minutos

A missionária Ravena é investigada por supostamente manter relacionamentos com dois homens apontados pela Polícia Civil como integrantes de destaque do Comando Vermelho em Mato Grosso. O caso ganhou repercussão nacional após ser apresentado pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (13).
Segundo a investigação, um dos homens seria Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como uma das lideranças da facção no Estado. O outro é Renildo Silva Rios, citado pelos investigadores como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso e uma pessoa de influência dentro da organização.
Mensagens e vídeos foram analisados
Com autorização judicial, os investigadores tiveram acesso a mensagens, fotografias, áudios e vídeos que, segundo a polícia, ajudaram a reconstruir a relação de Ravena com os dois homens.
A apuração aponta que os contatos eram frequentes e incluíam encontros e demonstrações de proximidade.
O material também passou a ser analisado para investigar uma possível participação de Ravena e dos pais dela, Orminda Carlos de Barcelos e Nivaldo de Almeida, na movimentação e ocultação de dinheiro que, segundo a investigação, teria origem em atividades criminosas.
Contato com homem que fugiu da prisão
Batman foi condenado a 49 anos de prisão e cumpria pena na Penitenciária Central do Estado. Em setembro de 2024, ele deixou a unidade para cumprir o regime semiaberto, utilizando tornozeleira eletrônica.
Poucos dias depois, rompeu o equipamento e fugiu para o Rio de Janeiro, passando a ser procurado pelas autoridades.
De acordo com a investigação, Ravena teria continuado mantendo contato com ele após a fuga e teria informações sobre seu paradeiro. Os investigadores também apontam que os dois teriam se encontrado no Rio de Janeiro.
Outro relacionamento também entrou na investigação
Ravena também é investigada por ter mantido um relacionamento com Renildo Silva Rios, preso há mais de 20 anos por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa.
Segundo as autoridades, ele é apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso e teria influência dentro da organização.
A investigação cita ainda presentes que Renildo teria dado a Ravena, entre eles uma joia personalizada e um veículo. Uma das entregas teria sido registrada em vídeo e posteriormente localizada durante as apurações.
Pais de Ravena também são investigados
As investigações também alcançaram os pais da missionária.
Segundo a polícia, Orminda e Nivaldo teriam ajudado na movimentação e ocultação de valores supostamente ligados à organização criminosa. Entre as suspeitas estão o uso de contas bancárias, transporte de dinheiro e ações que poderiam dificultar o rastreamento dos recursos.
Em materiais obtidos durante a investigação, Nivaldo aparece em uma chamada de vídeo exibindo uma arma. Em outra conversa, Orminda teria mencionado que iria até um sítio buscar uma arma para venda.
Os diálogos passaram a fazer parte do conjunto de elementos analisados pela polícia.
Família foi indiciada
Ravena, Orminda e Nivaldo foram indiciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Durante o interrogatório, Ravena optou por permanecer em silêncio diante das perguntas dos investigadores.
O caso continua sendo apurado pelas autoridades. As informações apresentadas na reportagem são baseadas na investigação policial e eventuais responsabilidades ainda dependem da análise da Justiça.
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