Por que as orelhas dos elefantes são tão grandes?
- Oeste MT Urgente
- 4 de dez. de 2025
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Os elefantes são, de fato, animais fascinantes. Além de possuírem uma tromba que funciona quase como um quinto membro — capaz até de apanhar objetos do chão — eles chamam atenção pelas enormes orelhas que destacam suas cabeças. Mas afinal, por que elas são tão grandes? Serão apenas desproporcionais ou cumprem alguma função essencial? A seguir, esclarecemos as principais dúvidas sobre esse órgão impressionante.
Entre todas as espécies, o elefante africano (Loxodonta africana) é quem ostenta as maiores orelhas do reino animal. Considerado o maior mamífero terrestre do planeta, ele também apresenta orelhas imensas, que representam cerca de 20% de toda a superfície do seu corpo.
O motivo desse tamanho exagerado é puramente funcional: ajudar na regulação da temperatura corporal. Esses animais percorrem aproximadamente 25 quilômetros por dia, podendo chegar a incríveis 190 quilômetros quando necessário. Isso significa que atravessam diferentes ambientes — de pastagens e savanas a florestas — e também regiões extremamente quentes, como desertos e áreas áridas.
Para suportar essas condições, os elefantes precisam manter a temperatura do corpo por volta de 36 °C. É aí que entram suas gigantes orelhas. Elas evoluíram justamente para auxiliar no resfriamento do organismo quando o clima esquenta.
Por que o tamanho importa
Orelhas tão grandes abrigam uma enorme quantidade de vasos sanguíneos em uma pele muito fina, o que facilita a liberação de calor. A comparação com o urso-polar é clara: enquanto o elefante precisa dissipar calor, o urso precisa preservá-lo — por isso suas orelhas são pequenas.
Quanto maior e mais fina a orelha, maior a área disponível para a troca térmica. Estima-se que um elefante africano faça circular cerca de 12 litros de sangue por minuto por essas estruturas, favorecendo o resfriamento rápido.
Proporcionalmente, no entanto, o título de maiores orelhas pertence a outro animal: o jerboa de orelhas longas. Esse pequeno roedor do deserto possui orelhas que ultrapassam um terço do tamanho da própria cabeça.
Nativo dos desertos do sul da Mongólia e do noroeste da China, o jerboa também utiliza suas enormes orelhas para controlar a temperatura do corpo. Além disso, suas pernas longas — semelhantes às de um canguru — são outra adaptação importante para a vida em ambientes áridos.



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