Quem são os DJs condenados por lavagem de R$ 185,9 milhões ligados ao tráfico em MT


Os DJs Patrike Noro de Castro e Diego de Lima Datto foram condenados pela Justiça de Mato Grosso a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro em um esquema que, segundo as investigações, movimentou R$ 185,9 milhões provenientes do tráfico de drogas.
A sentença foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e publicada na última semana.
Além dos dois DJs, Jackson Luiz Caye e Marco Antonio Santana também foram condenados. Eles receberam penas de quatro anos de reclusão, além do pagamento de 13 dias-multa.
O grupo foi investigado durante a Operação Datar, deflagrada pela Polícia Civil em agosto de 2025 para combater um esquema milionário de lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
Quem são Patrike Noro e Diego Datto?
Patrike Noro de Castro e Diego de Lima Datto são DJs e aparecem entre os investigados pela Operação Datar.
De acordo com a sentença, ambos foram condenados pelo crime de lavagem de dinheiro. O magistrado também apontou que os dois possuíam antecedentes criminais e considerou que as movimentações identificadas durante as investigações iam além da simples circulação de valores provenientes de crimes anteriores.
No caso de Patrike, a Justiça considerou o período em que ele permaneceu preso preventivamente para estabelecer o regime inicial semiaberto. A prisão preventiva dele também foi revogada na sentença.
Diego já respondia ao processo em liberdade.
Apesar da condenação por lavagem de dinheiro, os DJs e os outros dois acusados foram absolvidos da acusação de associação criminosa por falta de provas.
Como funcionava o esquema, segundo a investigação
Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o grupo utilizava diferentes mecanismos para esconder a origem ilícita de valores milionários.
As investigações apontaram a utilização de “laranjas” e parentes sem capacidade financeira compatível, depósitos fracionados realizados em diferentes partes do país e movimentações envolvendo terceiros.
Outra parte da investigação envolveu a empresa M.A. Santana Utilidades Eireli, apontada na denúncia como pertencente a Marco Antonio Santana.
Segundo os investigadores, a empresa movimentava valores elevados sem comprovação de atividade econômica compatível, funcionava em endereço residencial e não possuía funcionários registrados.
Para a Justiça, o conjunto de provas demonstrou a existência de operações destinadas a ocultar e dissimular a origem, titularidade e movimentação dos recursos.
Land Rover, Honda Civic e motos estão entre os bens
A sentença também determinou o perdimento definitivo de veículos e equipamentos eletrônicos em favor do Estado de Mato Grosso.
Entre os bens relacionados estão uma Land Rover Evoque P240 HSE Dynamic, vinculada a Patrike Noro; um Honda Civic LXR, ano 2016, de Diego Datto; além de uma Sundown Web 100 e uma Suzuki GSX-R1000, relacionadas a Jackson Luiz Caye.
Aparelhos celulares também estão entre os bens alcançados pela decisão.
A sentença é de primeira instância e ainda pode ser questionada por meio dos recursos previstos em lei.
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