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Sem nomes competitivos, PSDB de Avalone enfrenta impasse e pode ficar sem cadeira na Assembleia Legislativa

  • Foto do escritor: Gutemberg Araújo
    Gutemberg Araújo
  • 4 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura
Carlos Avalone
Deputado Carlos Avalone

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) vive um dos momentos mais delicados de sua trajetória recente em Mato Grosso. Enfraquecido, com estrutura reduzida e constantes perdas de quadros para outras siglas, o partido comandado pelo deputado estadual Carlos Avalone corre o risco de não conquistar nenhuma cadeira na Assembleia Legislativa (ALMT) nas eleições de 2026.


Nos bastidores, a avaliação é unânime: sem nomes fortes e com dificuldade para formar uma chapa minimamente competitiva, o PSDB tende a ficar fora do próximo ciclo legislativo — cenário que coloca em xeque o próprio projeto de reeleição de Avalone.


Migração de nomes aprofunda crise na chapa


A debandada de possíveis candidatos acendeu um alerta interno. Um dos movimentos mais simbólicos foi o do suplente de deputado e ex-vereador de Sinop, Adenilson Rocha, que era considerado uma aposta para reforçar a nominata tucana, mas optou por seguir para o PRD, legenda que hoje oferece maior estrutura e expectativa de eleição.

A saída de Adenilson se soma à desistência de outras lideranças regionais, que também preferiram buscar abrigo em partidos com maior poder de competitividade, como União Brasil, Republicanos, PL e MDB — todos com chapas mais robustas e atrativas para candidatos em busca de votos e espaço político.


Partido encolhido e estratégia limitada


Historicamente forte em Mato Grosso, o PSDB perdeu musculatura desde 2018, ano em que recebeu um duro golpe com a derrota nas urnas e o encolhimento da bancada. A sigla deixou de atrair figuras com densidade eleitoral e, sem renovação, viu sua capacidade de mobilização minguar.


Hoje, segundo dirigentes internos, o partido não dispõe de pré-candidatos com projeção estadual nem de lideranças regionais capazes de somar votos suficientes para ajudar na construção do quociente eleitoral.


Com isso, a meta de garantir ao menos uma vaga — objetivo mínimo para manter relevância na Assembleia — torna-se cada vez mais distante.


Avalone depende do próprio desempenho


Diante da falta de competidores internos, o futuro do PSDB pode depender exclusivamente da performance de Carlos Avalone, que buscará a reeleição. Fontes próximas ao deputado apontam que, para assegurar a permanência na ALMT, ele teria que repetir um desempenho extraordinário: superar 60 mil votos por conta própria.

Esse patamar, embora possível, é considerado difícil, especialmente diante da pulverização de candidaturas e da força de partidos mais estruturados. Avalone tradicionalmente conta com o apoio do empresário Eraí Maggi, figura influente na política e no agronegócio mato-grossense, que costuma contribuir com logística e articulação. Mesmo assim, há ceticismo entre analistas sobre a viabilidade de repetir números tão elevados em uma eleição cada vez mais competitiva.


Isolamento político aumenta risco


Além das dificuldades internas, o PSDB enfrenta outro obstáculo: o isolamento político. Com pouca presença em alianças estratégicas e reduzido número de filiados de expressão, o partido perde capacidade de articulação tanto para atrair nomes quanto para negociar chapas proporcionais mais vantajosas.

A tendência, caso não ocorra uma reviravolta até o fechamento da janela partidária, é que o PSDB dispute as eleições com uma nominata frágil, sem volume de votos e potencialmente incapaz de alcançar o coeficiente eleitoral.


Cenário preocupa dirigentes e reforça necessidade de reestruturação


O risco real de não fazer nenhuma cadeira na Assembleia tem provocado preocupações internas sobre o futuro político da legenda em Mato Grosso. Mesmo com Avalone mantendo atuação ativa no Parlamento e presença setorial importante, o partido enfrenta uma crise estrutural que vai além das eleições de 2026.


Dirigentes reconhecem reservadamente que será necessário um processo de reconstrução, buscando novos quadros, reorganização regional e maior presença nos municípios — ações que demandam tempo e articulação.


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