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Governo autoriza avanço de pesquisa por diamantes em duas áreas de Cáceres

  • Foto do escritor: Gutemberg Araújo
    Gutemberg Araújo
  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura
Governo autoriza avanço de pesquisa por diamantes em duas áreas de Cáceres
Empresa poderá investigar a existência de diamantes e areia em terrenos que somam mais de 154 hectares na região de fronteira com a Bolívia

O Governo Federal autorizou o avanço de dois pedidos de pesquisa mineral em Cáceres, na região Oeste de Mato Grosso. A empresa Marcos Gonçalves Santos ME pretende pesquisar a possível existência de diamantes e areia em duas áreas que, juntas, somam 154,57 hectares.

As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25). Uma das áreas possui 116,19 hectares, enquanto a outra tem 38,38 hectares.

Como os terrenos estão localizados na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, os pedidos precisaram passar pelo Conselho de Defesa Nacional. Com o aval, a Agência Nacional de Mineração (ANM) poderá dar continuidade à análise dos processos.


Ainda não significa que haverá mineração


Apesar de chamar atenção pelo possível potencial de diamantes, a autorização não significa que a empresa já esteja autorizada a retirar ou comercializar os minerais.

Nesta etapa, o objetivo é realizar estudos para verificar se realmente existem depósitos de diamantes e areia no local e avaliar se uma futura exploração teria viabilidade econômica.

Caso sejam encontrados minerais em quantidade considerada viável, a empresa ainda precisará cumprir uma série de exigências antes de qualquer exploração comercial.


O Governo Federal determinou que sejam observadas as normas da Agência Nacional de Mineração, as regras ambientais e as exigências do Conselho de Defesa Nacional.

Uma eventual mineração dependerá, portanto, de novas autorizações e do devido licenciamento ambiental.


Para Cáceres, a notícia chama atenção porque a região possui histórico de atividades relacionadas à mineração e está localizada em uma área estratégica de fronteira. Agora, o próximo passo será descobrir se as pesquisas realmente vão confirmar a presença de diamantes e qual seria o potencial mineral das áreas.


Fonte: Folha 5 / Diário Oficial da União.


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